Gilda!

 "Nunca houve uma mulher como Gilda..."


Vish, procede a informação?

Vamos aos fatos: ok, Rita Hayworth É uma mulher maravilhosa. E neste papel, que na verdade me parece o mais marcante de sua carreira (ela fez mais de 60 filmes, mas eu só vi um outro filme dela), ela detona. Gilda é uma mulher que faz o que quer, como quer, na hora que quer e tem aquela pinta de quem faz gato e sapato dos homens. Daquelas que a gente quer ser quando crescer. Não tem lá muitas curvas, mas a beleza do rosto e o olhar, ah, o olhar... tem o poder de fogo de uma bazuca, e deixaria qualquer marmanjo babando. Herança das raízes ciganas da menina, néah?  Sensualiza horrores. Mas que adianta, se no fundo ela é amélia? Quem dá as cartas é o tal do Johnny (q se eu ganhasse uma moeda a cada vez ouvisse 'Johnny' nesse filme tava mais rica que o tio patinhas). O cara dá um pau nela, faz as vezes do manipulador, mas no fim das contas amolece né, coisas do amor. E a história fica num pé de guerra, quando os dois se encontram através do atual marido dela (um ser megalomaníaco doidão), e revivem o velho sentimento de mágoa raivosa. Também, olha a idéia, nego tem uma mulherona dessa e larga na mão do bróder falcatrua, pra ele tomar conta, e dá as costas. Qual a chance disso dar certo?!
Glenn Ford nesse filme está super charmoso, longe daquela cara suja de cowboy mauzão de outros carnavais. Acho o máximo a cara dele toda vez que ela apronta alguma ou joga aquele charme que só uma mulher poderosa consegue. A atuação é bem morna, mas acho que era o jeitão de se fazer cinema da época, diálogos em velocidade alta e sem gaguejar (eu nunca conseguiria!).
E, apesar de tudo se passar na Argentina, só tem umas musiquinhas do tipo salsa. Ninguém dança tango, ninguém come alfajor havana, ninguém cheirando carreirinhas, uma pobreza! A trilha sonora, por mais que caiba em um single, é marcante. Eu me pego cantarolando-a muitas vezes.


Vamos lembrar do que uma mulher vingativa, magoada, bêbada e puta da cara é capaz (atente ao mini strip-tease lendário):





se cuida, rapaziada!


Diretor: Charles Vidor
Ano: 1946
Roteiristas: E.A. Ellington e Marion Parsonnet
Com: Rita Hayworth, Glenn Ford e George Macready
Por: Columbia Pictures Corporation

Um comentário:

Marcio Rolla disse...

Parabéns pela crítica. Me deu até vontade de atualizar o meu blog. Gilda é um dos meus filmes preferidos. São poucos os filmes que dizem mais pelo que não é mostrado do que pelo que mostram. Este é um deles. E tem Rita Hayworth no seu momento máximo de carisma e beleza. Ela é a dona do filme. A frase podia ser diferente: "Nunca houve uma mulher como Rita".